O Chingale de Tete e os novos primodivisionários UP-Niassa e Associação Desportiva de Macuácua ainda não têm luz verde para a utilização dos respectivos campos, em obras, daí correrem sérios riscos de realizar as primeiras jornadas do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão (Moçambola) fora de portas.

Com o aproximar do dia do pontapé de saída da prova, a 18 de Fevereiro, vários clubes estão a trabalhar a todo o vapor no sentido de colocarem os seus campos em condições de acolher os jogos do Moçambola, no entanto, especificamente, os casos do Chingale, que utiliza o campo do Desportivo de Tete, UP-Niassa, a jogar no Estádio Municipal 1º de Maio, de Lichinga, e da Associação Desportiva de Macuácua, que possui instalações próprias, merecem uma atenção particular.

O Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, que trabalhou há dias em Macuácua, localidade do distrito de Mandlakaze, na província de Gaza, e em Lichinga, capital do Niassa, diz ter deixado orientações concretas que devem ser seguidas nas obras em curso, de forma que os recintos sejam aprovados.

Em Lichinga, o Estádio Municipal 1º de Maio já se apresentava, na etapa conclusiva do Moçambola do ano transacto, em más condições, com o relvado praticamente inexistente, arrastando-se a precária situação para não se criar mais problemas ao já envolto em problemas Desportivo do Niassa.

Este ano, com a ascensão da UP-Niassa, houve necessidade de se proceder aos trabalhos de reabilitação do estádio, com particular ênfase para o piso, cuja relva requer uma reposição absoluta, e para as bancadas, incluindo a pintura.

Os trabalhos neste complexo desportivo, pertença do Conselho Municipal da Cidade de Lichinga, decorrem a bom ritmo, mas não é líquido que o estádio esteja pronto para acolher a jornada inaugural, em que a UP-Niassa receberá o Chingale de Tete, no dia 19 de Fevereiro.

Em relação à Associação Desportiva de Macuácua, já está claro que efectuará toda a primeira volta em campo alternativo: Chibuto (o mais provável) ou Ferroviário de Gaza, em Xai-Xai. O patrono do clube, Timóteo Fuel, diz que, em vez da simples reabilitação, decidiu-se por um campo praticamente novo, razão pela qual a Localidade de Macuácua somente acolherá o Moçambola na segunda volta.

Em Tete, o campo do Desportivo também já tinha problemas mesmo no ano passado, pelo que se decidiu por obras de grande vulto. Esta situação fará com que o Chingale jogue fora da capital provincial, sendo certo que o fará no Songo, que dista a cerca de 200 quilómetros.

Escolhido para albergar o Festival de Abertura do Moçambola, com o desafio entre Textáfrica e Associação Desportiva de Macuácua, o campo da Soalpo, em Chimoio, também se encontra em obras, mas o empreiteiro garante que até final de Janeiro os trabalhos estarão concluídos.

Fonte: A Bola