Um surto de cólera em Nairobi, capital do Quénia, já matou quatro pessoas desde Maio último e o governo ordenou o encerramento de um hotel de três estrelas e um popular restaurante, como forma de controlar a propagação da doença, disse esta quarta-feira o Ministro da Saúde, Cleopa Mailu.

Pelo menos 79 pessoas com casos confirmados de cólera encontram-se em tratamento em várias unidades sanitárias de Nairobi e as autoridades estão a instalar outros 10 centros de tratamento para lidar com o surto, disse o governante em conferência de imprensa.
“Até agora mandámos encerrar dois hotéis…e vamos continuar a fazê-lo se houver evidência de risco para a saúde pública,” disse Mailu, depois de visitar alguns dos pacientes internados.
O governo, segundo Mailu, ordenou testes imediatos, nos próximos 21 dias, a cerca de meio milhão de pessoas que trabalham em estabelecimentos de manuseamento de alimentos.
Mailu acrescentou que as autoridades locais em Nairobi deverão reparar todas as sarjetas avariadas e assegurar que todos os vendedores de água e as suas fontes sejam certificados, e que não haja mais vendedores ambulantes de alimentos.
“Algumas das medidas não serão agradáveis”, disse
Travar a cólera em Nairobi é fundamental, dado que este é um grande centro comercial, não só para o Quénia, como para a região.
Mailu disse ainda que a Cruz Vermelha do Quénia e o UNICEF estão a ajudar a combater a cólera, uma doença diarreica transmitida através de alimentos e água contaminada. Pode matar a pessoa numa questão de horas se não for tratada com fluidos intravenosos e antibióticos.
O Quénia já sofreu vários surtos de cólera desde 1971, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um deles, em Março do ano passado, matou 216 pessoas e 13.000 foram hospitalizadas em todo o país.
Dois ministros, Hnery Rotich, e Adan Mohamed, receberam tratamento a sintomas semelhantes aos da cólera depois de consumirem alimentos durante um evento do governo na capital, semana passada, escreve a imprensa local.
Rotich, Ministro das Finanças, não quis comentar o assunto, e Mohamed, Ministro da Indústria, não esteve disponível.

Fonte: RM