O Presidente da República, Filipe Nyusi, mostrou-se hoje preocupado com a prevalência do índice de desnutrição aguda em crianças no país e o abandono ao seu tratamento.

MAPUTO- Falando na abertura da V sessão do Conselho Central da Organização dos Continuadores, na Cidade da Matola, Nyusi disse que duas em cada 10 crianças continuam a abandonar o tratamento da desnutrição aguda, facto que preocupa o Governo.

Para inverter esta situação, o Chefe de Estado garantiu estarem em curso acções visando a mudança de comportamento, através da disseminação de bons hábitos de nutrição. “Não descansaremos enquanto não eliminarmos as taxas de desnutrição em crianças”, assegurou.

Neste contexto, segundo Nyusi, foram aprovados vários instrumentos programáticos com destaque para o plano de acção para crianças 2013/2019 e a estratégia nacional de prevenção e combate aos casamentos prematuros em Moçambique.

O Chefe do Estado afirmou que o Governo criou condições para que a taxa de partos institucionais aumente anualmente. Assim, a percentagem desta taxa passou de 75,4 por cento em 2015, para 76,6 por cento em 2016.

“Continuamos a envidar esforços para que a oferta da vacina abranja a todas as crianças e que completem todas as vacinas durante os doze meses da vida. Já estamos a reforçar as brigadas móveis de vacinação”, afiançou.

Nyusi exortou as crianças a saber que “o país foi conquistado com base no sacrifício dos melhores filhos do povo moçambicano”, daí que devem aprender, desde cedo, que o sucesso só se alcança com base na honestidade, sacrifício e muito trabalho.

Neste encontro, procedeu-se a revisão dos estatutos desta organização infantil com vista a adequa-los à nova dinâmica e foram também eleitos os novos órgãos sociais que irão trabalhar nos próximos cinco anos.

A Organização dos Continuadores de Moçambique foi criada em Outubro de 1985 pelo primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, com o objectivo de promover os direitos da criança, transmitir os valores de patriotismo e cultura do trabalho.

O evento realiza-se sob o lema “eduquemos as nossas crianças num ambiente de paz, amor e solidariedade”.

Fonte: Folha de Maputo