A reabilitação da ponte-cais está a complicar a travessia Maputo-Katembe. É que, desde o passado dia 27 de Novembro, os barcos (embarcações da transmarítima e barcos privados da companhia Mapapai) atracam no porto de pesca e, quando a maré baixa param de circular, uma situação não se verifica quando a atracagem é feita na ponte-cais.

No local, as enchentes revelam as dificuldades enfrentadas por centenas de pessoas que procuram transporte para atravessar a baía de Maputo e tem sido assim nas duas margens desde que, há duas semanas, iniciou aquela empreitada para melhorar a segurança na travessia.

A situação tem estado a agravar o tempo de espera pelo ferryboat, que dos anteriores de 30 minutos, chega agora a atingir duas horas ou mais. “Se a maré está baixa, não há como os barcos atracarem e aí tem que se esperar muitas horas, que é para a maré subir e os barcos voltarem a circular”, disse uma das pessoas entrevistada pelo “O País”, que preferiu falar na condição de anonimato.

Difícil é também aguentar as longas filas nas horas de ponta, devido à demora das embarcações. Na luta pelo transporte, nem sempre as autoridades conseguem gerir a enchente. A saída é enfrentar os empurrões e submeter-se ao drama, onde os mais fortes é que vencem.
Nessa luta ficam para trás muitos compromissos dos passageiros.

“Empurra, empurra, atrasos no serviço, mas não temos como. A vida tem sido essa, enquanto não termina a ponte Maputo-Katembe”, disse um dos passageiros.

E terá que ser assim enquanto decorrerem as obras de reabilitação do cais, que iniciaram a 27 de Novembro, com o prazo de conclusão previsto para próxima segunda-feira.

Fonte: O País