A DIRECTORA do Banco Mundial para Angola e São Tomé e Príncipe, Clara de Sousa afirmou que Moçambique dispõe de várias oportunidades para impulsionar o seu crescimento económico e melhorar a vida das suas populações.

Clara de Sousa, que falava sexta-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, durante as Jornadas Científicas do Banco de Moçambique (BM), apontou, nesse contexto, as vantagens de que o país dispõe no que respeita aos factores de produção, terra e capital.

“Com cerca de dois terços da população com uma idade inferir a 25 anos, Moçambique está numa fase inicial de transição demográfica, que traz consigo uma fonte potencial de dinamismo e crescimento económico. Isso é vantajoso se o país for capaz de criar as capacidades educacionais e técnicas necessárias, e oferecer acesso a bons empregos ao crescente número de jovens que entram no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que acautela os efeitos adversos do rápido crescimento da população na melhoria das condições de vida”, disse.

No que respeita a terra arável, a fonte, que foi antiga administradora do BM, destacou que grande parte dela ainda não está a ser cultivada e que dos cerca de 36 milhões de hectares disponíveis, estima-se que apenas cerca de 15 por cento estão a ser cultivados. “Com abundantes recursos fluviais, chuvas, e variados microclimas, abrem-se oportunidades de produção em diferentes regimes e cobrindo várias culturas terras agrícolas”, afirmou.

Clara de Sousa, que falava perante antigos governadores do BM, representantes de Instituições do Governo; de organismos internacionais e parceiros de cooperação; de instituições de crédito e sociedades de financeiras; académicos, entre outros, frisou também que o país tem condições ímpares para desenvolver o turismo nacional, regional e internacional .

“No factor capital é  onde temos grandes desafios. O capital é relativamente escasso nos país, reflectindo dentre outros, níveis baixos de poupança interna, e constrangimentos na mobilização de poupança externa”, disse.

Segundo ela, realizar a aspiração de melhorar as condições de vida dos Moçambicanos, implica que se alcancem dois objectivos intermédios complementares e que se reforçam mutuamente através da diversificação da economia para ajudar a criar bons empregos e oportunidades económicas para a maioria; e de investimentos nas receitas dos recursos naturais na criação de capital humano, físico e institucional.

“Com moçambicanas e moçambicanos mais educados, capazes, empreendedores, e saudáveis, com mais e melhores estradas e energia, e com leis e instituições que regulam os mercados, o País terá condições de ser mais produtivo, e gradualmente criar uma economia mais inclusiva e diversificada”, salientou.

Fonte: Notícias MZ