O ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo Gondiwa, advertiu os falsos pensionistas a devolver o dinheiro que têm recebido, afirmando que forem descobertos “as consequências são outras”.

Ele falava na localidade de Metuchira, em Nhamatanda, onde vivem, entre outros, desmobilizados das Forças Armadas de Moçambique/FPLM, que operaram durante a guerra dos 16 anos na região.

Metuchira manteve em funcionamento uma Empresa Agrícola de Metuchira, liderada pelo major Solomane Machaque, que em vida recebeu condecorações tais como o título honorífico de “Herói do Trabalho da república Popular de Moçambique”, medalha “Valentia e Patriotismo” e “20º Aniversário da Frelimo”.

Machaque perdeu a vida no dia 9 de Dezembro de 2003 e os seus restos mortais foram depositados na Cripta da Praça dos Heróis por decisão do Presidente da República, Joaquim Chissano.

A Empresa Agrícola de Metuchira só se manteve em funcionamento e permitindo que Solomone Machaque se destacasse na área de produção agrícola dada a segurança garantida pelos referidos homens, parte dos quais se fixaram na referida localidade e proximidade depois da guerra.

Entretanto, o ministro dos Combatentes apelou aos pensionistas para que façam a prova de vida.

O governante explicou aos pensionistas que é preciso fazer a prova de vida de forma para assegurar a contínua recepção da renda paga pelo Estado.

Aclarou aos antigos combatentes que um dos objectivos da campanha, além de pagamentos via banco, também visa que o Governo não alimente pensões “fantasmas”.

É importante que todos os combatentes façam a prova de vida”, apelou.

O ministro referiu que o Estado moçambicano reconhece e valoriza aquela classe daí que beneficia de assistência médica e medicamentosa, desconto nos transportes públicos, bolsas de estudo para seus filhos, entre outras regalias.

Contudo, no encontro não faltaram antigos combatentes que apresentaram questões que os apoquentam, sobretudo desmobilizados que recebem pensões calculadas em 1.600 meticais.

Fonte: Diário de Moçambique