Três dos seis marinheiros estrangeiros do rebocador denominado PSD-2, com bandeira tanzaniana, que esteve atracado no porto da Beira por mais de 90 dias, fugiram na madrugada da passada terça-feira, com o respectivo barco, para parte incerta.

A fuga ocorreu cerca das quatro horas e os marinheiros levaram consigo o equipamento do INAHINA que usaram para reparar bóias nos portos da Beira, Quelimane e Maputo. Para além de fugirem com o material, deixaram uma dívida avaliada em cerca de 600 mil meticais, devido à permanência no porto da Beira.

Os fugitivos foram perseguidos pela polícia costeira e alcançados, mas ofereceram resistência e continuaram a fuga, segundo António Vilanculos, administrador marítimo de Sofala.

Vilanculos declinou avançar detalhes sobre como os marinheiros ofereceram resistência, limitando-se a afirmar que “o rebocador PSD-2 zarpou do porto da Beira com parte do material do INAHINA”.

A fuga pode considerar-se estranha, tendo em conta que, a escassos metros onde a embarcação estava atracada, funciona o comando da polícia costeira, a qual não prestou informações sobre o sucedido, mas deixou claro que a embarcação não estava sob sua responsabilidade.

Para esclarecer a fuga, foi criada, na tarde de ontem, uma comissão de inquérito composta pela Administração Marítima, INAHINA, Serviços de Migração, Polícia costeira e Alfândegas.

Refira-se que os três marinheiros fugitivos, de um total de seis, reivindicavam salários em atraso de um ano não pagos pelo patronato, avaliados em cerca de 50 mil dólares, e chegaram a ameaçar explodir o rebocador. Nas últimas duas semanas, o proprietário do rebocar disponibilizou perto de 10 mil dólares, que foram pagos aos outros três, os que seguiram para os seus países, nomeadamente, índia e Bangladesh. Os fugitivos são de nacionalidade iraniana, bengali e síria.

Fonte: O País