A POLÍCIA lançou esta quinta-feira, no distrito de Moatize, em Tete, uma campanha nacional contra a venda ilegal de combustíveis e em condições inapropriadas.

Vendido em bidões, tambores e até em recipientes descartáveis, grande parte do combustível colocado no mercado informal é roubado nos terminais oceânicos ou em camiões-cisterna de distribuição, que são paralisados em pontos determinados do percurso para alimentar o circuito.

O comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, que procedeu ao lançamento da campanha, considera que o desencorajamento destas práticas ilegais passa também por sensibilizar os automobilistas a optarem por abastecer as suas viaturas em bombas devidamente autorizadas, evitando incidentes como aquele registado a 16 de Novembro de 2016 em Kaphirizandje, distrito de Moatize, em que perderam a vida 103 pessoas e outras centenas contraíram ferimentos, na sequência da explosão de um camião-cisterna do qual uma multidão roubava combustível com recurso a todo o tipo de recipientes.

“O lançamento desta campanha, simbolizada por um folheto onde estão registados os contactos telefónicos de todos os comandos províncias da corporação, tem por finalidade facilitar as denúncias por parte dos cidadãos sobre todas as situações de venda de combustível em condições inapropriadas e que colocam em perigo a vida humana. O combustível só pode ser vendido nas bombas oficiais. Vamos combater todas as formas de venda e abastecimento de combustíveis fora dos postos legalmente autorizados pois, para além de colocar em perigo a vida de muitos, está a lesar a nossa economia. O Estado perde muito dinheiro com estes esquemas, daí que a nossa acção seja enérgica para pôr fim a estes actos”, exortou o comandante-geral da PRM.

Segundo ele, o corredor da Beira, que atravessa as províncias de Sofala, Manica e Tete, ligando países como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia, tem sido nele onde se regista maior dos roubo de combustível nos camiões-cisterna, produto que depois é vendido e manuseado em condições extremamente arriscadas e perigosas a vida dos cidadãos, razão pela qual vai merecer maior atenção das autoridades policiais. Do mesmo modo, o cerco será apertado nos terminais de combustíveis onde milhares de litros são roubados para alimentar o mercado negro.

Entretanto, como forma de render homenagem às vítimas de Kaphirizandje, Bernardino Rafael assistiu a uma missa na igreja católica local e interagiu com a população, a quem sensibilizou no sentido de denunciar todos os actos ilegais de venda de combustíveis para evitar nova tragédia.

Fonte: Jornal Notícias MZ