IMPRIMIR uma nova dinâmica à Associação da Mulher na Comunicação Social (AMCS) e tornar a organização mais proactiva para enfrentar os desafios das mulheres na comunicação social no actual contexto é o móbil da reunião de revitalização desta associação, que decorre desde ontem, em Maputo.

Criada há 19 anos por um grupo de mulheres jornalistas membros do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) para responder às especificidades da mulher na comunicação social, a agremiação julgou necessário buscar formas de se tornar mais global, ao nível do país, e atender às necessidades das mulheres neste ramo de actividade, bem como projectar a sua imagem além-fronteira, numa altura em que a organização caminhava numa letargia.

Numa intervenção na ocasião, o secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas, Eduardo Constantino, fez uma resenha sobre a génese do movimento associativo e seus contornos, tendo destacado os princípios básicos que regem o associativismo em Moçambique.

“Trata-se de um direito salvaguardado na Constituição da República e claramente define balizas sobre o que é o associativismo, seus objectivos também claros sob forma de estatutos. Falar do associativismo é falar das suas vantagens que não devem ser dissociados dos deveres e direitos dos membros”, disse.

Realçou o direito da protecção e formação como um grande ganho do membro da associação.

A jovem jornalista desportiva, Natércia Tomás, descreveu a importância de se filiar numa associação, numa sala em que, para além dos antigos membros da agremiação, se destacou a representatividade de jovens que decidiram abraçar a comunicação social nos dias que correm.

Por seu turno, Delfina Mugabe, primeira presidente da AMCS e membro-fundadora, falou da génese e desafios, tendo estimulado os participantes a continuar a apostar no objectivo fundamental da agremiação, que é lutar pela equidade do género, um feito que se revela longe de ser alcançado, tendo em conta o número de mulheres que até hoje fazem parte dos corpos redactoriais e como fontes de informação, a título de exemplo.

Recordou os passos que nortearam a criação da Associação da Mulher da Comunicação Social, apontando a busca de espaço no local de trabalho, assédio sexual, formação técnico-profissional e redução da desigualdade e oportunidades.

Fonte: Jornal Notícias MZ