O Expresso diz que o Presidente angolano voltou a Barcelona para fazer exames. Enquanto isso, foi aprovado decreto que permite a José Eduardo dos Santos escolher chefias para os próximos oito anos.

A saúde do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, voltou a sofrer um novo revés. A notícia é avançada pelo Expresso, que dá conta de uma nova ida a Barcelona por parte do chefe de Estado angolano, onde se desloca com regularidade para obter cuidados de saúde.

Em maio, aquando de uma visita oficialmente anunciada como sendo de cariz “particular” a Espanha, chegaram a circular rumores, infundados, que apontavam para a morte de José Eduardo dos Santos.

Ao Expresso, fontes do MPLA dizem que José Eduardo dos Santos se prepara para puxar até si várias esferas do poder até às eleições de 23 de agosto, às quais não vai concorrer. O candidato escolhido para concorrer pelo MPLA é João Lourenço, atual ministro da Defesa.

José Eduardo dos Santos vai nomear chefias militares dos próximos oito anos

Esta sexta-feira, o parlamento aprovou um decreto de José Eduardo dos Santos, que confere ao Presidente cessante o poder de nomeação das chefias das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional e dos Serviços de Inteligência por um período de quatro anos prorrogáveis por igual período. Na prática, José Eduardo dos Santos poderá nomear pessoas da sua confiança para esses cargos durante os próximos oito anos.

“Com homens da sua confiança nestas áreas, a estratégia de José Eduardo dos Santos visa amarrar quem vier a substituí-lo”, disse ao Expresso um dirigente do MPLA.

Também é conhecida a recente estratégia de José Eduardo dos Santos, que a 28 de agosto completará 75 anos, de distribuir entre os seus familiares mais próximos algumas esferas importantes do poder económico angolano. Em 2013, o seu filho José Filomeno dos Santos foi nomeado para chairman do Fundo Soberano de Angola. Em 2016, a sua filha mais velha, Isabel dos Santos, foi a escolhida de José Eduardo dos Santos para presidir à Sonangol, a petrolífera estatal de Angola.

Fonte: Observador