PIB mundial crescerá 3,2 por cento em 2017, contra 2,9 por cento em 2016

A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem, em artigo para o jornal de negócios alemão Handelsblatt, que 2017 poderá contar com “crescimento mais forte e sustentável em nível global”. Segundo Lagarde, “a Alemanha presidirá o G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) e se empenhará em medidas e em reformas estruturais, aumentando a capacidade de resistência das economias maiores”, segundo escreve a Agência Brasil.

Já a China, segundo ela, “continuará a mudar o modelo económico de exportação para a demanda interna” e vários países asiáticos e sul-americanos “ajudarão em um aumento da dinâmica jovem”, escreve a Agência Brasil.

A directora do FMI também fez suas previsões para o governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que começará no próximo dia 20. “A nova administração dos EUA terá foco na reforma fiscal das empresas e nos investimentos de infra-estrutura”.

Lagarde ressaltou, no entanto, que haverá “desafios” neste ano, em que foram criados pelos “factores políticos que influenciaram 2016”, e que “uma distribuição da renda mais igualitária” é de extrema importância.

“O FMI acredita que uma distribuição da renda mais igualitária representa não apenas uma boa política social, mas também uma boa política económica”, escreveu a directora na publicação alemã, acrescentando que “nos últimos 20 anos, a renda dos 10% mais ricos da população cresceu 40%, enquanto os mais pobres quase não ganham”.

Já as estimativas compiladas pela Bloomberg indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresce 3,2 por cento em 2017, contra 2,9 por cento em 2016. O Instituto para Finanças Internacionais prevê alta de 2,9 por cento, tendo em atenção que os estímulos fiscais prometidos por Donald Trump, o presidente eleitos dos EUA, impulsionem o PIB do país mais rico do mundo, embora tornem menos favoráveis as expectativas para os emergentes. A agência de classificação de risco Moody’s também prevê expansão maior, mas alerta para o “crescente sentimento proteccionista”. Apesar de escolher já a sua equipa, analistas apontam que o estímulo fiscal de Donald Trump tende a pressionar os preços e a pressionar a actuação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Fonte: O País